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Aqui apresento alguns assuntos cuja leitura considero útil. Alguns são retirados da web e têm as fontes citadas e outros onde não houver fontes, são de autoria própria. Clique nos links abaixo para ir ao assunto desejado:

Início dos artigos

Observando a montagem do Repertório - Parte 1

Autor: Carlos André Gomes Fonte: Blog Observatório Cristão

(...)Infelizmente muitos artistas se preocupam mais com os figurinos das sessões de fotos e encartes ou ainda, com as cordas da Orquestra Sinfônica de Berlim, com o set de guitarras, o ar condicionado do estúdio, a lista dos agradecimentos, o fotógrafo e o designer de griffe, o projeto do MySpace e outros aspectos secundários do que com a montagem do repertório.

Na verdade, esse é o ponto mais importante e crucial para um projeto musical e é justamente onde muitos artistas, mesmo os mais experientes, têm errado sistematicamente(...) Já soube de casos em que o artista conseguiu fechar um repertório em míseros 10 dias de busca. Assim, começa-se literalmente errando e errando muito feio!

(...) A escolha do repertório deve ser acompanhada por uma pergunta padrão que certamente contribuirá para a definição das músicas. (...) O que justifica esta música no repertório? Se a resposta for convincente, pronto! ela fica no repertório, se não for 100% firme, então descarte a música.

O processo de seleção deve ser o mais criterioso possível. Nessa hora não vale a pena querer agradar o tio, primo, namorado, esposa, o pastor de sua igreja… nada disso! (...) Se você também é compositor além de intérprete, seja o mais criterioso possível! Não aceite suas composições sem que antes uma infinidade de pessoas possam conhecer melhor suas músicas. Agora, o importante é que estas pessoas sejam sinceras e também tenham o mínimo de background musical, afinal você precisa de balisamento e não de bajulação, certo?

(...) Pense na escolha de no máximo 12 canções. O ideal mesmo é que a bolacha tenha 10 faixas produzidas, pois se em 10 músicas você não conseguir passar o seu discurso e idéias, não será em 12 ou 14 canções que irá fazê-lo. Pense que manter uma pessoa exclusivamente ligada, escutando o seu projeto por 45, 60 minutos é um desafio grande. Então seja o mais direto possível e em poucos minutos mostre seu valor e aguce a curiosidade sobre seu repertório.

Existem CDs que as músicas são tão bem selecionadas que o ouvinte se abstrai do tempo e consome agradavelmente as canções em 50 minutos de intenso prazer auditivo. Outros em menos de 15 minutos são uma epopéia de chateação e agressão sonora. Cuidado para não criar uma animosidade imediata ao seu trabalho. Isso é fundamental!

Uma montagem de repertório é como uma receita de bolo(...) Qual é o seu estilo musical, qual sua principal referência? É o pop rock? Então 5 faixas do CD deverão ser neste estilo. Inclua uma pitada de 3 baladas mais lights e 2 mais músicas conceituais, menos comerciais mas onde você possa expor sua versatilidade musical. Esta é uma dica que deve ser adaptada por cada estilo artístico, mas o conceito é geral.

A escolha da ordem das músicas também deve ser observada com cuidado. Nas 3 primeiras faixas você tem que mostrar literalmente para que veio. Se a primeira impressão é a que fica, então você não pode perder esta oportunidade de apresentar seu projeto naquele tempo exíguo. A quarta faixa deve ser mais light, dando um “refresco” na sequência anterior. Isso deve ser bem conversado com seu produtor musical. A definição das músicas deve se dar em comum acordo.

Se eu tivesse que resumir este post a uma só dica, diria o seguinte: apenas dê o start na produção após ter certeza quase absoluta (porque 100% é praticamente impossível!) da escolha do repertório. Lembrando ainda que um repertório só é finalizado após a prensagem do CD em fábrica. Temos inúmeros casos de hits que foram inclusos nos CDs nos últimos instantes da produção ou até mesmo após a masterização do CD, afinal ninguém pode justificar a exclusão de uma música de qualidade, certo?

Por Marco Santos - Gostaria de acresentar um detalhe: Muitos cantores erram ao pedir músicas a compositores famosos e afrouxar os níveis de exigência para permitir a entrada da música do "fulano do momento" com a intenção de trazer status pro trabalho. Infelizmente o que vou dizer é uma realidade: alguns compositores famosos guardam suas melhores músicas pros cantores também famosos e as composições menos promissoras eles enviam aos iniciantes ou não-famosos cobrando o preço do seu nome e não o real valor da canção. Então preste atenção: Escolha sempre pela música! Peça músicas a compositores famosos e não-famosos e seja igualmente exigente em ambos os casos. Particularmente eu prefiro ter a pérola de um compositor não-famoso a ter o trivial de um compositor famoso.

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Observando a montagem do Repertório - Parte 2

Autor: Wladymi Lacerda Fonte: Blog Observatório Cristão

(...)De cada 10 CDs que recebo para avaliação, pelo menos 8 produções têm entre 12 a 14 faixas. A impressão que me dá é de que há uma lei federal punindo o artista que não grava mais do que 12 canções por álbum ou ainda, um conceito de que o consumidor final fica contando o número de faixas por CD para fazer conta se o valor de venda é compatível ao preço do produto. Como se música fosse algo que pudesse ser pesado atendendo ao adágio popular "vale o quanto pesa".

Uma das frases que mais ouço de artistas querendo justificar o excesso de músicas no CD é justamente – “Tem muita música boa! Ficou difícil escolher e colocamos 14 canções” – no entanto, ao ouvirmos o trabalho não encontramos 14 sucessos, ou melhor, ficamos muito longe disso! Tem também aquela visão míope do cantor que se julga um compositor de mão de cheia e que na verdade, seja pelo ego de ver seu nome impresso no encarte do CD ou pela ganância de receber os direitos autorais, faz questão de emplacar suas composições no repertório.

Motivos para justificar uma música ruim no repertório são vários! E como são! (...) Esta seleção de composições e análise pode durar 10, 30 ou até 90 dias. Não há nada mais importante numa produção de CD do que a escolha do repertório, ou seja, atenha-se a esta etapa do trabalho com máxima atenção!

(...) O mais importante não é o número de músicas e sim a qualidade destas canções. Existem na história fonográfica mundial trabalhos antológicos com 9 ou 10 faixas. O importante é que estas canções sejam realmente um retrato fiel de seu talento e que expressem naquele momento toda a mensagem que o artista queira passar ao seu público.

Quando um profissional de gravadora analisa um álbum a ser lançado, a preocupação imediata é na busca e definição do primeiro single, uma faixa que será executada maciçamente nas FMs nos primeiros 3 a 6 meses da chegada do CD no mercado. O terror para os marqueteiros é quando o CD tem apenas um único single, ou terror dos terrores, nem ao menos um single. O single é aquela canção que melhor se adequa à sonoridade das emissoras de rádio a ser trabalhada num plano de marketing. Geralmente é uma canção que exprime a característica principal do artista, tem linguagem fácil, refrão forte e som agradável ao público que se destina.

Nas vezes em um álbum tem apenas um single, a possibilidade de continuidade do trabalho pelos próximos meses fica bastante limitada. É pródigo o número de artistas que surgiram com trabalhos baseados num único single que explodiram de forma meteórica nas rádios e TVs e de igual forma, desapareceram do mercado pela falta de uma música para ser trabalhada. Um produto forte mercadologicamente falando tem entre 3 a 5 singles e as outras canções são geralmente mais conceituais, mais livres da imposição do mercado, mais autorais ou experimentais.

(...)A boa música é atemporal, jamais envelhece e permeia os nossos pensamentos nos remetendo a imagens e lembranças marcantes de nossa existência. Já as canções ruins, aquelas que são inseridas num repertório para “encher lingüiça”, estas deveriam permanecer guardadas pela eternidade numa gaveta qualquer esquecida de seu autor e poupando-nos da desastrosa e inquietante experiência de conhecê-la!(...)

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Composição - Eu mesmo fiz minhas musicas mas apenas a voz porque não sei tocar nenhum instrumento, você pode "tirar" a harmonia pra mim?

Resolvi escrever esse artigo porque recebo freqüentemente músicas de clientes que querem produzir seu CD mas que não sabem tocar nenhum instrumento e mesmo assim escrevem letras, cantam uma melodia em cima e desejam ter suas músicas produzidas. O problema começa quando dizem que tem a composição e que falta só “tirar” ela em algum instrumento. Por falta de conhecimento, acham que compor somente a melodia é suficiente. Nesse momento eu dou a chocante notícia: Se eu “tirar” ela pra você posso me tornar co-autor!

Com o susto, geralmente perguntam: Co-autor? Mas porque? No seu cachê já não consta isso? A resposta é: Não! No meu cachê consta arranjo. Criar uma base harmonica para uma composição se chama harmonizar uma música e é diferente de arranjar. Vamos fundamentar então os argumentos que justificam essa afirmação.

O que é música?

Em qualquer livro básico de teoria musical podemos encontrar a seguinte definição:

Música é uma combinação de sons que agradam ao ouvido e tem a finalidade de evocar sentimentos e traduzir impressões.

Para ser considerado uma música, todo material sonoro deve ter 3 elementos básicos organizacionais: Melodia, Harmonia e Ritmo. Não é toda combinação de sons e silêncios que é considerada música. Para quem quiser se aprofundar mais nos conceitos filosóficos, deixo aqui o link da wikipedia falando sobre a filosofia do que pode ser considerado música ou não e de até que ponto esse conceito pode ou não ser subjetivo. Como aqui ficaria muito extenso, vamos somente ao que interessa.

Muitos confundem melodia com harmonia. Então vamos definir cada um dos 3 elementos:

Ritmo é a sucessão de tempos fortes e fracos que se alternam com intervalos regulares. Numa linguagem popular, é o tipo de batida e o andamento da música.

Melodia é uma combinação sucessiva ( um após o outro ) e coerente de sons e silêncios, que se desenvolvem em uma sequência linear com identidade própria. No popular, é a voz de uma música.

Harmonia é uma combinação ( não mais uma sucessão ) de sons simultâneos ( tocados ao mesmo tempo ) que obedecem as regras da teoria musical. No popular é a base da música, o acompanhamento.

Então se você compôs apenas a voz, faltam 2 dos pilares essenciais: O ritmo e a harmonia!

Se sua melodia está bem construída, coerente, pode ser que o ritmo fique fácil e intuitivo para se estipular e isso não caracterizaria co-autoria, apenas colaboração. Mas por mais bem construída que uma melodia seja, a sugestão que se faz aos acordes que a harmonizam não é suficiente para definir com clareza quais são esses acordes. Além disso, a harmonia pode modificar, transformar completamente uma intenção, uma sensação e um sentimento transmitido naquele momento. Como aqui entram mais 2 conceitos profundos e importantes, vamos dar uma pausa e observá-los.

Fundamentado no site da Biblioteca Nacional, coloco aqui a resposta a 3 principais perguntas sobre co-autoria e colaboração:

O que é obra em co-autoria?

Obra em co-autoria é aquela criada em comum, por dois ou mais autores.

Quem colabora é co-autor?

Não. É co-autor aquele que através de uma efetiva participação acrescentou com sua colaboração uma criação intelectual de fato à obra. O mero auxílio em tarefas não criadoras não constitui criação intelectual.

O que faz um colaborador?

O colaborador é aquele que somente auxilia o autor na produção da obra intelectual, revendo-a, atualizando-a, bem como fiscalizando-a, aconselhando sua edição ou sua apresentação pelo teatro, fotografia, cinematografia, radiodifusão sonora ou audiovisual. Portanto não se confunde com o conceito de co-autor. Ele não é um co-autor da obra intelectual.

Não existe lógica no conceito de "tirar" a harmonia. Isso só seria verdade se uma melodia deixasse claro e óbvio a qualquer pessoa quais acordes incidem sob ela de forma que qualquer pessoa ao ouvir a melodia, usasse exatamente os mesmos acordes. No entanto isso não fica óbvio e explícito numa melodia e cada músico pode colocar uma combinação de acordes totalmente diferente e com isso mudar totalmente o aspecto e o rumo de uma composição.

Harmonizar uma música pode ser considerado arranjo? Não. Re-harmonizar sim pois significa modificar uma harmonia pré existente mas criar a primeira harmonia de uma composição nova não é arranjo. Vamos ver a definição de arranjo, também encontrada em qualquer livro de teoria musical:

Arranjo é a preparação de uma composição musical para a execução por um grupo específico de vozes ou instrumentos musicais.

Existem diferentes formas de arranjar:

Reescrever o material pré-existente para que fique em forma diferente das execuções anteriores ou para tornar a música mais atraente para o público ( essa é a que melhor define o nosso caso aqui );

Expandir o material pré existente quando uma música for executada por um grupo musical maior como uma orquestra ou grupo coral;

Reduzir o material pré existente, quando uma música composta originalmente para orquestra é reduzida para ser tocada por um conjunto menor

Em todos os casos observa-se um material pré existente completo e consistente.

Portanto, Harmonizar uma melodia nova caracteriza co-autoria porque nesse processo o instrumentista acrescenta uma criação intelectual de fato à obra. Os acordes podem mudar totalmente o aspecto de uma composição. Cada acorde traduz uma intenção diferente e pode direcionar a música pra um caminho totalmente diferente. Sobre cada nota ou cada trecho de uma melodia, existem muitas variações, muitas possibilidades e a escolha do acorde mais apropriado para cada momento caracteriza criação intelectual e contribuição significativa à composição em questão.

Portanto, se você não deseja ter co-autores em suas composições o único caminho é aprender a tocar algum instrumento e compor suas músicas com harmonia e melodia.

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10 razões para o fracaso ( ou falta de sucesso ) de um músico

A algum tempo atrás pesquisando na net encontrei esse artigo extraído de um livro que achei muito interessante: "Music is your Business". Precisamos entender que música é um negócio como qualquer outro e precisa de planejamento estratégico, planejamento financeiro, ação e tantos outros termos vistos em publicações voltadas ao público empreendedor. Talvez por ser na adolescencia que descobrimos esse dom maravilhoso é que muitas vezes trazemos para a idade adulta certas crenças imaturas com relação à realidade de se viver da música.

Essa lista é um excelente ponto de partida para refletir consigo mesmo se realmente você está fazendo as coisas da maneira correta e se está realmente fazendo tudo o que pode pro seu sonho dar certo. Muitas vezes esperamos que as coisas caiam do céu, que apareça alguém que vá investir em nós e não nos damos conta de que, quem faz as coisas acontecerem somos nós mesmos! Segue a lista:

10 razões para o fracasso ( ou falta de sucesso ) de um músico

  1. Fantasia ser uma estrela ao invés de trabalhar para ser uma estrela;
  2. Desiste porque acha que as pessoas de quem precisa não o apoiam;
  3. Tem conceitos ingênuos e crenças irreais sobre a Indústria Musical;
  4. Não está disposto a se dedicar e trabalhar focado, isolado;
  5. Falta comprometimento de outros músicos da sua banda;
  6. Não tem dinheiro (ou não quer gastar) o suficiente para produzir e promover sua música;
  7. Acredita que, cedo ou tarde, alguém irá descobrí-lo;
  8. Ainda não tem as habilidades e profissionalismo de um verdadeiro músico;
  9. Sua música não é original - faltam idéias e inspiração;
  10. Recusa-se a acreditar que Arte e Comércio são inseparáveis.
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Função do produtor musical

Muitas pessoas desconhecem a função real de um produtor musical. É muito comum confundirem o produtor musical com "dono de estúdio". Realmente é bom que um produtor tenha seu próprio estúdio, no entanto, dependendo das dimensões do projeto é comum também alugar estúdios de grande porte para realizar determinadas etapas. A função do produtor musical é basicamente gerenciar todas as condições necessárias para que o artista desenvolva sua arte da maneira mais verdadeira, eficiente, honesta e criativa possível e cuidar de todos os aspectos musicais e organizacionais de todo esse processo garantindo que tudo seja feito dentro do menor tempo possível, com o menor custo possível e obtendo o melhor resultado possível. Esse gerenciamento pode incluir tanto questões musicais quanto estéticas da carreira do artista. Resumindo, o produtor musical tem a função de transformar a arte (música) em um produto vendável.

No meu caso, possuo um home-estúdio amplamente equipado e todo o processo desde a pré-produção até a finalização ( mixagem e masterização ) pode ser feito aqui com exceção da bateria acústica que gravo em estúdios de grande porte no Rio de Janeiro. Com isso consigo aliar alto padrão de qualidade e baixo custo de produção. E como sou multi-instrumentista, na maioria dos casos eu mesmo gravo todos os instrumentos, evitando a contratação de vários músicos e novamente reduzindo o custo. Apenas em casos específicos que exijam performance realmente diferenciada é que convidamos músicos para auxiliar-nos.

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A importância do produtor musical:

Produzir exige experiência e um envolvimento emocional distanciado. Em alguns casos, o apego que o artista tem com seu trabalho pode influenciar negativamente. No caso, por exemplo, de uma banda, cada músico vai querer destaque no seu instrumento e assim o arranjo e a mixagem podem ficar embolados. A posição neutra que o produtor tem nesse momento é o que lhe permite avaliar com mais sensatez o melhor a ser feito.

Por trás de todos os grandes discos da história sempre houve um grande produtor. Quincy Jones (Michael Jackson), Liminha (Paralamas do sucesso, Barão Vermelho), Rick Bonadio (Mamonas Assassinas, NXZero) são apenas alguns exemplos. Ou seja, o produtor serve como um elemento auxiliar ao artista, tornando viáveis seus sonhos e adequando o trabalho aos anseios tanto do artista como o do público.

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Produção musical à distância

Se você não mora no Rio de Janeiro, isso não é impedimento para trabalharmos juntos. Hoje com a globalização é muito comum realizar trabalhos à distância, via internet. Dessa forma tenho trabalhado para vários estados do Brasil e até fora do Brasil. É possível realizar sua produção até mesmo sem sair da sua cidade!

Basicamente os processos são os mesmos de uma produção convencional, só que as conversas são realizadas por skype, telefone ou e-mail. O envio do material pode ser feito via e-mail ( e assim é feito até mesmo por pessoas que moram perto! )  e o bate papo para que eu absorva suas ideias via telefone ou skype. As prés são enviadas para avaliação também via e-mail.

Existem duas formas de se trabalhar com a gravação de voz numa produção à distância. Na primeira, o artista viaja até meu home studio num dia previamente agendado. Geralmente um dia é suficiente para gravar até 10 músicas mas caso seja necessário, dividimos as gravações em 2 períodos, portanto, 2 dias. Custos de deslocamento e hospedagem ficam por conta do cliente. Obviamente dou todo suporte na escolha de um bom hotel ou pousada com custo acessível.

Na segunda opção, geralmente mais comum para longas distâncias, envio o playback ainda não mixado para o cliente, e indico um estúdio em sua cidade mesmo, que possua estrutura suficiente para realizar as gravações de voz em cima do Playback enviado. Essa estrutura se resume a um bom microfone, um bom pré-amplificador, uma boa plataforma de gravação e uma sala com boa acústica. Depois o cliente envia para mim um DVD com o material gravado bruto, sem qualquer tipo de processamento ou efeitos, totalmente "flat" para que seja encaixado na base produzida aqui por mim. O diferencial numa produção que é a experiência e a concepção musical e de mercado, estará sempre preservada aqui.

Uma opção menos frequente é eu viajar até onde o artista reside ( disponibilidade a combinar ). Nesse caso, todos os custos com estadia, alimentação, traslados e passagem aérea ficam por conta do cliente. Possuo um kit portátil de gravação, em que conecto o mesmo microfone que uso no dia a dia. A qualidade deste setup é a mesma da que tenho instalada no estúdio fixo. O que vai determinar a necessidade ou não de alugar horas de um estúdio é a acústica. Se o cliente possuir uma sala acusticamente viável, pode até ser utilizada, isso depende de analise que só pode ser feita caso a caso.

As outras etapas são exatamente as mesmas de uma produção convencional.

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Etapas de uma produção musical:

1 - Escolha de repertório.

Nessa etapa vamos avaliar o conteúdo da canção, a mensagem que ela passa e os detalhes que podem ser trabalhados no arranjo. Não avalio qualidade, timbre, nem execução, apenas a canção. Se o artista não tiver repertório completo ou não tiver opções de escolha, fazemos contato com compositores talentosos que são nossos parceiros e que colocam suas obras à disposição. Em minha rede de parceiros, muitos têm músicas gravadas por cantores de sucesso nas gravadoras MK Music e Graça Music. É importante ter em mente que o que estamos vendendo não é uma caixa de acrílico com uma foto bonita, mas sim, o conteúdo intelectual, as canções, a mensagem e as emoções que transmitimos através das músicas. Então podemos dedicar até 40% do tempo de uma produção na escolha de repertório. Caso não tenha lido ainda, não deixe de ler os artigos sobre a montagem do repertório: clique aqui.

2- Pré produção e arranjos.

Através de um briefing que é preenchido no início da produção, procuro absorver o máximo possível da personalidade do artista, seu estilo, seu gosto musical e seus anseios acerca do trabalho. Depois de collher algumas ideias e estabelecer referências, terei grandes chances de acertar no arranjo.

Já na pré produção, gravo de forma rápida e sem tanto compromisso com qualidade e execução um rascunho da música para testar e ter uma idéia mais concreta de como vai soar. Se houver músicos extras contratados, pode ser que eles já participem dessa etapa. É aí que vamos sentir o que realmente se confirma como boa idéia e o que não funciona. E é onde surgem ideias novas também, que aos poucos vão esculpindo o que será a versão definitiva da música. Ao final desses trabalhos envio o resultado para o artista avaliar e somente depois de aprovado, partimos para nova etapa.

3- Gravações de base instrumental

Esse é o momento em que o foco é a qualidade. As ideias já foram definidas na pré. Se algum material gravado na pré já estiver com qualidade satisfatória, ele pode até ser aproveitado, mas o material que será gravado agora tem toda atenção voltada à execução, timbre e interpretação. Iniciamos essa etapa sempre com a Bateria Acústica e então partimos para o contra-baixo, guitarras, teclados e assim por diante.

4- Gravações de back vocal

Com o playback pronto e uma voz guia gravada, iniciamos os arranjos do backing vocal. Tenho uma equipe formada por cantores profissionais e que já trabalham a um bom tempo no ramo. Agiliza muito trabalhar com eles, pois devido à prática e ao entrosamento, são muito rápidos nas idéias e gravações. Caso o artista queira desenvolver com sua equipe, envio os playbacks e marcamos uma data para as gravações, mas nesse caso o arranjo fica à cargo do cantor e de sua equipe. Pode ocorrer a cobrança de uma taxa extra referente às horas excedentes ao pacote combinado, se houverem.

5- Gravação da voz final

Com o instrumental e backing vocal prontos, é hora de gravar a voz definitiva. Quando possível, é importante ter uma pessoa cuidando da direção de voz para auxiliar durante as gravações quanto à interpretação, afinação e tempo. No estúdio temos os mais modernos corretores de afinação de voz, que não distorcem o timbre natural do cantor, mesmo em correções mais drásticas. Assim temos certeza de conseguir registrar sempre a melhor interpretação.

6- Mixagem

Quando gravamos, criamos diversos canais. Alguns projetos podem ter mais de 70 canais! Na mixagem, basicamente o que se faz é colocar cada elemento no seu "lugar", com a quantidade ideal de efeitos, processamento e volume. Porém mixar é muito mais do que isso. Produtor MusicalUma mixagem bem feita transporta o ouvinte para um cenário onde a música acontece. É possível sentir a música tridimensionalmente, distribuída em um ambiente com altura, largura e profundidade (veja ilustração). Pensando dessa forma ganha-se mais espaço e a possibilidade de distribuir mais elementos. Esse é o pensamento dos grandes profissionais da mixagem!

É a mixagem que define a sonoridade da música. Ela afeta totalmente a qualidade do seu trabalho, podendo inclusive adicionar uma “personalidade” ao seu som. Vejo muitas pessoas economizando na hora de fazer a mixagem e depois querendo salvar o trabalho na masterização. Esse é um tremendo engano! Ao final da mix, o material que você terá já é 95% da sonoridade do seu CD e a próxima etapa que é a masterização influencia muito pouco na questão sonoridade. É uma etapa mais técnica do que artística enquanto a mixagem é 50% técnica e 50% artística.

7- Masterização

Masterizar é criar o CD que servirá de base para reprodução. Na mixagem, as músicas são trabalhadas individualmente. Na masterização o trabalho é visto como um todo. As músicas são colocadas em seqüência e trabalhadas para que o CD soe coerente do início ao fim de forma que ao ouvir o CD inteiro, não seja necessário alterar nada no aparelho de som.

Nessa etapa são trabalhados aspectos como o espaço no início e no fim da música; fade in e fade out, ganho e diferenças de volume entre faixas, diferenças de equalização, possíveis ruídos, etc.

É na masterização também que deve ser inserido o ISRC ( International Standard Recording Code ). O ISRC é o registro do fonograma, a obra produzida, que serve pra identificar todos os profissionais envolvidos no trabalho. Quando uma música é executada publicamente por rádio, televisão, shoppings ou outros meios, é recolhido um valor referente aos direitos sobre execução pública daquele trabalho e é através do ISRC que as associações e o ECAD identificam os profissionais que trabalharam naquela produção e repassam os valores devidos a cada um dos envolvidos.

Ao final do processo, o cliente terá em mãos o CD MASTER que é o CD usado como base para reprodução.

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Se você ainda tem alguma dúvida ou quer seu CD produzido pelo Produtor Musical Marco Santos envie um e-mail para  marcosantosprodutor@gmail.com e eu responderei o mais breve possível.

Fique atento e volte sempre para ficar por dentro das novidades!



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